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26 de Agosto - Dia da Igualdade Feminina: uma conquista que ainda precisa avançar - ADÔ

26 de Agosto - Dia da Igualdade Feminina: uma conquista que ainda precisa avançar

Há direitos que, depois de conquistados, parecem ter estado sempre conosco. Mas muitos deles são recentes - e foram resultado da mobilização de mulheres que vieram antes de nós.

Celebrado em 26 de agosto, o Dia da Igualdade Feminina nasceu nos Estados Unidos em referência à conquista do direito de voto pelas mulheres, reconhecido em 1920.

Mais de um século depois, a data continua atual por um motivo simples: conquistar direitos foi um passo. Transformá-los em igualdade real ainda é um caminho em construção.

Cartaz em apoio ao movimento sufragista.Foto: Getty Images.

Quando mulheres decidiram ocupar também os espaços de decisão

O movimento sufragista ganhou força entre o fim do século XIX e o início do século XX, reunindo mulheres que reivindicavam algo que hoje parece elementar: participar das decisões políticas da sociedade em que viviam.

O voto era parte de uma questão muito maior - ter voz, autonomia e presença nos espaços de poder. Essa mobilização atravessou fronteiras e também encontrou força no Brasil.

Em 1932, o primeiro Código Eleitoral brasileiro reconheceu às mulheres o direito de votar e serem votadas. Em 1934, esse direito ganhou status constitucional e, em 1946, o voto passou a ser obrigatório para homens e mulheres alfabetizados.

Foi uma conquista enorme. Mas igualdade no papel não significa, necessariamente, igualdade na vida.

Em 2026, o salário ainda conta essa história

Quase um século depois da conquista do voto feminino no Brasil, existe outra distância que continua difícil de ignorar: a econômica.

Segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado em 2026 pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres, as mulheres recebem, em média, 21,3% menos que os homens nas empresas privadas brasileiras com 100 ou mais empregados.

Em outras palavras, para cada R$ 100 recebidos pelos homens, as mulheres recebem aproximadamente R$ 79.

E quando gênero e raça se encontram, a distância é ainda maior: dados reunidos pela ONU Mulheres em 2026 mostram que mulheres negras recebem apenas 48% do rendimento de homens brancos.

Ao mesmo tempo, há avanços que merecem ser reconhecidos. Entre 2023 e 2025, a presença de mulheres no emprego formal das empresas analisadas aumentou 11%. Entre mulheres negras, o crescimento foi de 29%, chegando a 4,2 milhões de trabalhadoras.

Mais mulheres estão chegando.

A questão é: elas estão encontrando as mesmas oportunidades para permanecer, crescer, liderar e serem remuneradas?

A desigualdade também aparece no tempo

Nem toda diferença pode ser vista em um contracheque. O trabalho doméstico e de cuidado ainda ocupa uma parcela muito diferente da rotina de homens e mulheres. No Brasil, as mulheres dedicam, em média, 21,4 horas por semana a essas atividades não remuneradas, enquanto os homens dedicam cerca de 11 horas.

É uma diferença que atravessa gerações e aparece de maneiras diferentes ao longo da vida: na mulher que começa a carreira, na que empreende, na que se torna mãe, na que cuida dos filhos e dos pais ao mesmo tempo, na que chega a uma posição de liderança.

Por isso, falar sobre igualdade feminina também é falar sobre tempo, autonomia, escolhas, reconhecimento e liberdade para construir a própria trajetória.

O olhar da ADÔ_

A ADÔ_ é uma marca construída diariamente por mulheres e para uma comunidade formada, em grande parte, por elas.

Mulheres que criam, empreendem, lideram, cuidam, mudam de caminho, começam de novo e vivem fases muito diferentes da vida. Por isso, para nós, igualdade não deve existir apenas como discurso.

Ela precisa aparecer nas oportunidades que criamos, nas relações que construímos e nas escolhas que fazemos dentro da própria empresa.

Buscamos:

  • ampliar a presença feminina nos processos criativos e estratégicos da marca;
  • construir relações e parcerias profissionais com outras mulheres;
  • estimular mulheres em posições de liderança;
  • reconhecer talento, trabalho e competência com oportunidades reais de crescimento.

Hoje, somos:

72% de mulheres no time
70% das posições de liderança ocupadas por mulheres

Mais do que falar com mulheres, queremos continuar construindo uma empresa com mulheres.

Igualdade também se constrói no cotidiano

Grandes transformações dependem de políticas públicas, legislação e mudanças estruturais. Mas elas também começam nas escolhas que fazemos todos os dias.

Reconhecer o trabalho de outra mulher + Indicar uma profissional. + Abrir uma oportunidade + Dividir responsabilidades + Questionar uma diferença injustificável + Escutar experiências diferentes das nossas + Criar espaço para que outras mulheres também possam chegar.

O Dia da Igualdade Feminina nos lembra das mulheres que abriram caminhos antes de nós - mas, principalmente, nos convida a pensar nos caminhos que estamos ajudando a abrir agora.

Porque chegar mais longe importa. Mas fazer com que mais mulheres possam chegar também importa.

E para você: o que significa igualdade na prática?

Movimento Sufragista.Foto: Getty Images.


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